11 dezembro 2005

A Morte


A morte me segue
a morte me pede
a sêde de morte
na sede da sorte
no negro consorte
no frio do corte
no cio que sangra
o que em mim já foi forte
o que em mim já foi ponte
o que em mim já foi fonte
e secou sem aviso
e levou meu juízo
e queimou o meu fogo
e apagou meu desejo
e apartou meus amigos
e abalou meus princípios
e abafou meus instintos
e acalmou meus impulsos
e jorrou seu veneno
e calou minha vida
e me expôs a ferida
e me ardeu sem remorso
e cedeu sem limíte
e se deu sem saudade
e saltou sem ter rede
e fodeu sem piedade
e bebeu sem ter sede
e berrou com vontade
liberdade enfim!!!!!
Morri

28/07/2005

Um comentário:

Marília disse...

Liberte-me então !