11 dezembro 2005

Feridas abertas



Não sofrem de remorso nossos pais,
nem a sociedade que os criou;
há revolta em nós,
o sistema nos ensinou
a fazer o que eles querem
e o que eles queriam fazer,
talvez por nao terem feito,
talvez por tencionarem continuidade
ou tão só para nos fazer sofrer.

Porém, um dia eles se vão
e em nossas almas tentarão se erguer,
mas nos seus túmulos jogaremos pedras,
pedras nos sonhos
que em nossas mentes quiseram viver
e mesmo sem querer
nos feriram tão profundamente
que provavelmente marcarão nossos filhos por nós.

1986

Um comentário:

Marília disse...

Somos culpados até dos crimes que não cometemos... Ou melhor, que não tivemos tempo pra cometer.
Ah criança...
Somos tão culpados quanto eles !