05 novembro 2006

Fronteiras de mim


Abro portas até então fechadas pra mim
Sonhos se desfazem
indo ao nada como bolhas de sabão que estouram no ar...
Sonhos que me davam sustentação,
que me ajudavam a continuar levando,
a continuar acreditando que parte dos meus ideais fosse possível
que parte do meu passado fosse visível
que parte do meu pecado fosse perdoável

Acordo esbofeteado pela realidade
por cenas que eu poderia passar sem ver
por Helenas que podeira viver sem conhecer
por antenas que eu poderia simplesmente não ter

Mas guardo um modelo comigo
guardo com zêlo um pedaço do meu abrigo
guardo nos pelos a lembrança dos teus segredos
guardo as perguntas que eu nao entendo
e as respostas que eu não concedo
guardo o exemplo.

Meus cavalos ficaram atados às torres que foram incendiadas
Meu tabuleiro não tem mais rainha
Meus bispos rezam sem esperança de redenção
E eu redefino as bordas
Busco os novos extremos que me possam trazer de volta ao meu centro
Provo todos os venenos que me possam matar de novo em meu tempo
Conto todos os meus enganos...

7 comentários:

Marília disse...

Ahh... É hora de recomeçar.
Bem vindos à vida meninos !

Anônimo disse...

Parece que essa guria tá delirando.

Anônimo disse...

A guria tá certíssima!!!

Marília disse...

Delirando ?
Rsrs... E quem não está ?

Anônimo disse...

Gurias e guris

o blog e tão bom, vamos manter o nível e a maturidade. Respeito aos comentários devem ser levados em consideração.
Parabéns!!

guris e Xeque-mate

Dulcineia disse...

apenas uma observacao... seu tabuleiro esta sem rainhaS.

Paulo Lima disse...

Muito bom!!! Parabéns!!