11 outubro 2005

Distâncias


Marco as distâncias,
sinto no ar repulsão;
tantas lembranças
me dão forças pra recomeçar.

Eu nao vou mais lutar,
sei que o seu brilho não está mais no ar;
quer te ver sumir,
eu tenho forças pra te consumir.

São crentes por tradição,
são indigentes por destinação,
se perdem, se esquecem
buscando o poder
e se materializam por ser
uma imagem de alguém que se foi
pra nunca mais voltar.

Marco as distâncias,
nao vejo mais razões pra culpar
nossas crianças
pela fraqueza de nossos pais.

São crentes por tradição,
são indigentes, são nossos irmãos,
se perdem, se esquecem, tentando entender
e se marginalizam por ser
uma imagem de alguém que se foi
pra nunca mais voltar.

1990

Um comentário:

Marília disse...

Mas serão sempre parte de nossas vidas...